Composição01 - FotoMBoe

Outubro/2019
“Fotografar é viver dos acertos e erros!”
Nove anos no ar!
Iniciado em: 01/10/2010
Novo visual e facilidade de acesso!!!
Ir para o conteúdo

Composição01

Exemplo Prático > Composição

Por: Vivaldo Armelin Júnior

 
Composição 05
Por: Vivaldo Armelin Jr.
• Para que o registro fotográfico, independente da modalidade, tenha qualidade é necessário saber compor, a boa composição terá um ótimo enquadramento e será equilibrada.
 
• Compor não é apenas olhar no visor e escolher uma cena, a partir de um flagrante, observação, pesquisa etc.
 • Então, para que a composição fique ótima ou melhor é preciso entender as imagens possuem linhas de equilíbrio, técnica trazida do desenho e da pintura. Estas linhas são retas (inclinadas, diagonais, horizontais, verticais etc.), curvas e mistas.
• Também não há como se esquecer das formas, da perspectiva, distâncias, textura, áreas de contraste, claro e escuro, direção da luz, fonte de luz (natural ou artificial) etc. Todos estes elementos de composição determinam a qualidade final da captura e garantem, quando bem trabalhadas, uma maior qualidade e equilíbrio.
• Uma boa composição as linhas de equilíbrio determinarão um percurso visual coerente e contínuo, bem como garantirão a sustentação das áreas da imagem sem provocar um “peso” maior em uma delas.
• Na imagem acima à direita são vistas algumas linhas de equilíbrio na imagem, é possível perceber que as duas mais fortes, a horizontal e a vertical, sustentam as demais, sejam elas inclinadas, curvas e diagonais.
• São muito fortes as duas principais linhas curvas, são elas que garantem o movimento e o dinamismo da cena, porém são elas que sustentam as duas linhas inclinadas à esquerda e à direita.
• Caso uma das linhas esteja desequilibrada haverá desequilíbrio total na imagem.
• As linhas do equilíbrio garantirão o percurso visual contínuo quando o espectador está visualizando um desenho, pintura e fotografia.
• O desequilíbrio também ocorre quando não há ajuste entre as cores, áreas de contraste cromático e ou de claro e escuro, a dimensão entre as formas e ou objetos etc.
• Nenhuma das imagens aqui apresentadas estão em desequilíbrio, porém o equilíbrio de cada uma delas se dá por uma razão diferente, vejamos:
— A primeira, no alto e à esquerda pelo movimento provocado pela lente e a perspectiva.
— A segunda, da ave, à esquerda, ocorre pela centralização do tema e as áreas de luz e sombra.
— Já a terceira, do gramado, por ele – o gramado e as sombras das palmeiras.
— A quarta, da bananeira, a luz é a maior responsável pelo equilíbrio, pois cria áreas de claro e escuro, ou seja, de luz e sombra. As linhas de equilíbrio formadas pela posição das folhas também são outro fator importante para esta imagem.
— Por fim, a quinta imagem, a da estrada, o grande contraste entre a área de sombra e a iluminada a equilibra, além das formas da área de mato e do percurso em perspectiva gerado pela cerca de madeira.
• O fotógrafo não precisa criá-las durante a captura, pois são intuitivas, no entanto deve-se ter uma preocupação com elas, caso contrário a imagem capturada será ou estará desiquilibrada.
• O fotógrafo, quando da captura, é quem enquadra e determina o que será visualizado na tela de LCD ou visor, mas também, o que o público verá, suas sensações, emoções, a maneira como faz a leitura etc.
• Com o passar do tempo intuitivamente você terá a visão correta do enquadramento, consequentemente, comporá as imagens equilibrando todos os elementos, cores, formas, volumes, áreas de claro e escuro ou de luz e sombra...
• O mais importante é fazer muita experiência, encher o cartão de memória com imagens diversas, mas tomando o cuidado para ajustar o equipamento a cada captura, não sair clicando sem esta preocupação.
• Ler um pouco sobre as técnicas de desenho, gravura e pintura também será um grande auxiliar para se tornar um ótimo fotógrafo e perpetuar verdadeiramente as suas imagens.
• As edificações contidas nesta imagem produzem uma perspectiva forte, sensação de profundidade, caso a captura estivesse na posição retrato ela seria perdida, mas existem exceções, como toda regra na fotografia.
• Um beco em curva, por exemplo, a posição retrato poderia ter mais força, o mesmo vale para a diagonal ou inclinada.
• Essa situação, durante a captura, é muito comum, veja como a imagem, à esquerda e acima, incomoda, não tem atrativo e está pesada tendendo “cair” para a esquerda. Já a imagem, à direita e acima, está com o horizonte correto e o resultado é outro, mais interessante portanto.
Composição IV
Por: Vivaldo Armelin Jr
• A composição é um dos principais elementos da fotografia desde o seu início. Não é uma ação muito simples fazer uma boa composição e alguns elementos, condições e ambiente exigem maior atenção mesmo antes do disparo, ou seja, é preciso aprender a visualizar uma imagem sem a necessidade do equipamento, o chamado popularmente “olho clínico”. O bom fotógrafo realiza um bom trabalho compositivo definindo o que fará parte da sua captura fotográfica e o que não interessa ou é menos importante.
• A posição como vai capturar a imagem é o primeiro item que será analisado, temos várias posições para colocar a câmera, como, paisagem (horizontal), retrato (vertical), diagonal ou inclinado.
• Algumas imagens ficam melhor na posição paisagem, porém outras na posição retrato, diagonal ou inclinada, o contrário também acontece, pois o “erro” na escolha da posição da câmera, não é a mesma do fotógrafo, poderá arruinar uma boa captura. Importante: elementos verticais quando fotografados na posição paisagem ou retrato podem ganhar destaque ou simplesmente destruir uma composição se não for bem enquadrado. Para entender melhor é importante analisar as imagens abaixo.
• Uma imagem na posição paisagem permite uma leitura mais ampla do ambiente e o integra melhor aos elementos em destaque. Por outro lado, uma imagem na posição retrato destaca o elemento principal ou modelo e se “perde” o fundo.
• A boa composição garantirá um horizonte horizontal, desculpem-me a redundância, e não inclinado. Não estamos falando do relevo, por exemplo, de montanhas, mas da linha imaginária que define no nosso cérebro o horizonte. Para evitar esse “erro” basta acionar a opção grelha (grade ou terço) existente na maioria das câmeras e com o tempo intuitivamente não haverá nas capturas horizontes inclinados. Não estamos falando da regra do terço, mas sim uma referência para garantir a horizontalidade. Essa ação também garantirá a verticalidade de uma árvore, edificação, torre etc.
• As capturas na posição inclinada são mais exigentes, mas produzem uma leitura muito interessante e dinâmica, pois todas as referências padrão contidas no cérebro serão “quebradas”, portanto haverá uma surpresa e a busca do equilíbrio.
• Quando o horizonte está inclinado, mesmo que levemente, a imagem parecerá estranha, desequilibrada e sem harmonia. O mesmo vale para os elementos verticais quando fotografados na posição paisagem ou retrato. Para entender melhor é importante analisar as imagens abaixo.
• A câmera na posição retrato (vertical) proporcionou uma atenção maior para as edificações e para a escultura, caso estivessem na posição paisagem essa força e o destaque seriam perdidos e misturados aos demais elementos que compõem o ambiente.
• A imagem de Jesus Cristo ganhou força e chama a atenção do observador desta imagem para si, pois entra em contraste com o fundo, no caso o vitral iluminado e pouco definido. A dramaticidade proporcionadas pelas marcas de sangue são mais intensas. Caso a captura fosse do outro lado perderia esse contraste.
• Em muitas ocasiões o espaço é um problema para uma boa captura e composição e nessas situações virar o equipamento na posição inclinada ou diagonal poderá favorecer uma melhor composição e o enquadramento total da área de interesse fotográfico.
• Ser ousado e fazer muitas experiências é a maior qualidade de um fotógrafo, não importando se amador, entusiasta ou profissional.
• Bom trabalho e experiências!
Composição I
Por: Vivaldo Armelin Jr.

• Durante a composição e criação de uma imagem fotográfica é necessário saber observar o meio, determinar limites e espaços.
• O mundo é tridimensional, porém a fotografia é bidimensional, no entanto a fotografia capturada irá reproduzi-lo parcialmente ou até mesmo em grande ângulo. Vai depender exclusivamente do tipo de equipamento e da lente utilizada.
• Uma lente grande angular captura uma imagem em um plano bem aberto, por essa razão há distorção na imagem final, ela fica com a forma semicircular.
• É preciso saber selecionar e compor a imagem. Cometer erro de posicionamento, ângulo e plano destruirá qualquer imagem, não importando se o equipamento é compacto simples ou full frame.
• Aquele ou aquela que se especializa em "fotografar tudo" precisará ter noções mais específicas sobre cada tipo de fotografia, suas exigências, necessidades, cuidados, condições de iluminação, uso do ISO, velocidade de obturação, abertura do diafragma etc. Cada tipo de fotografia exige um ajuste específico.
• Um bom exemplo ocorre durante as viagens.

• A habilidade de compor e selecionar vai depender de cada um, do seu desejo e até necessidade, porém em todos os casos é preciso seguir algumas regras, principalmente as condições de iluminação.

• Uma boa composição visa o equilíbrio entre os elementos que comporão a imagem final, bem como entre o primeiro plano e o fundo. As cores, áreas de luz e sombra, também tem que estar equilibrados. O mesmo vale para os tons de cinza, o branco e o preto em imagens em P&B ou sépia.
• Não é crime a edição e o tratamento de imagens fotográficas, condição importante, pois nem sempre os elementos produzidos pelo ser humano e também pela natureza possibilitam uma boa imagem.

• Em muitas situações a modernidade atrapalha e é para solucionar esses problemas que existem os softwares de edição e tratamento de imagens. Na sequência a eliminação das interferências. A última é a volta no tempo.

• As duas imagens abaixo são proveniente de recorte.
• A primeira um recorte mais coerente e a segunda um exagerado.

Composição II
Por: Vivaldo Armelin Jr.

• Qualquer espaço bem iluminado de sua casa poderá se tornar um estúdio para a criação de imagens interessantes. Nesse espaço você poderá criar e compor arranjos bem variados para a captura fotográfico.
• Para a iluminação você também poderá improvisar, por exemplo, usar lâmpadas de emergência de led. Duas ou três destas lâmpadas serão suficientes. O uso de tripé ou mini tripé poderá melhorar a iluminação.
• Outra possibilidade é o uso de lanternas (faroletes) também de led fixados em tripés ou mini tripé.
• Utilizamos uma salada de frutas como modelo.
• A câmera utilizada foi a Nikon Coolpix L810. O ajuste foi igual para todas as imagens: ISO 100, abertura do diafragma f3.1, velocidade de obturação 1/30 s e modo "P".
• Uma boa sequência de imagens é obtida alterando plano e ângulo, como é demonstrado nas imagens. A cada plano e ângulo é possível uma leitura diferenciada de cada imagem.
• Poderíamos ter trabalhado no modo P&B ou sépia, mas nessa situação optamos pela cor. Os elementos fotografados, as frutas, ganham força com a variação de cor e tons, uma maneira de chamar a atenção do espectador.
• A boa imagem de frutas cortadas produz no expectador a sensação de fome, ansiedade e até gula.
• O brilho provocado pela iluminação e a umidade aumenta a sensação da vontade de comer, mesmo quando o expectador já tenha se alimentado.
• Para este tipo de foto em máquinas compactas e superzoom é preciso que permitam no modo macro fotografar a menos de 20 cm.
• Você poderá usar um equipamento menos potente e fazer um recorte. Para isso é recomendado imagens com no mínimo 10 MP. O recorte diminuirá a resolução desta, por essa razão não poderá ser recortada uma área muito pequena.
• Não há a necessidade de grandes gastos para produzir boas imagens.
• Na sua casa você poderá utilizar sua sala, um quarto, uma varanda, a garagem, uma dependência de uma edícula e até um banheiro que não esteja sendo utilizado ou de pouco uso.
• Quando recortar uma imagem não queira ampliá-la ou aumentar sua resolução via software, pois a qualidade não segue a mesma proporção do aumento da resolução.
• O recorte diminue o tamanho da imagem, condição que pode não ser favorável a impressão em papel.

Nota importante: A habilidade de compor e selecionar vai depender de cada um, do seu desejo e até necessidade, porém em todos os casos é preciso seguir algumas regras, principalmente as condições de iluminação, saber ajustar adequadamente seu equipamento e evitar o uso do modo automático. Não comer o modelo antes de terminar o trabalho.

• Para uma boa composição o equilíbrio entre as formas, cores e tons, a gradação tonal, textura, volume, áreas de claro e escuro ou luz e sombra, as dimensões, entre outros, favorecerá a captura de imagens de melhor qualidade.
• O bom fotógrafo procura estudar o desenho, a pintura e até a escultura para entender melhor o que é o equilíbrio e o movimento virtual de imagens estáticas, os efeitos da luz e sombra, a gradação das cores e dos neutros (preto, branco e cinza) em tons. As Artes Plásticas já vem estudando o meio a mais tempo do que a fotografia, por essa razão tem muito mais informações e que são utilizadas não apenas pela fotografia, mas também pela televisão, cinema, a produção de vídeos digitais e jogos para computador ou plataforma.
• Você poderá usar como modelo uma boneca, um brinquedo, um pedaço de pão, um sanduiche, um copo de suco, ou ainda, compor um espaço com mais de um elemento, como: uma laranja e uma bolinha de ping pong; uma lata de sardinha aberta, uma sardinha aberta sobre a mesa ou um prato e uma colher; um chaveiro e um abridor de lata; entre outras possibilidades.

• Usar ambientes a céu aberto também produzem grandes resultados, bem como coberturas sem parede como uma varanda, um galpão, sob uma árvore, num quintal etc. Nessa situação o uso de um ou mais rebatedores é mais do que necessário e não precisam ser grandes, por exemplo, 50 x 50 cm, mas devem estar bem apoiados ou fixados para que não se desloquem com o vento.

Composição III
Por: Vivaldo Armelin Jr.
• Compor uma imagem é estar atento a tudo que rodeia a área enquadrada e deixa-la equilibrada.
• Não importa a posição da imagem, retrato ou paisagem, se urbana, rural, de uma planta, animal etc.
• As câmeras compactas intermediárias e avançadas também possibilitam capturas com variação da profundidade de campo, outro fator que poderá favorecer uma melhor qualidade na imagem final.
• A imagem de um prato típico japonês é um exemplo. Muitas pessoas, mesmo com celular, costumam fazer capturas de pratos servidos em restaurantes, botecos, em casa, no piquenique, numa festa etc.
• Imagens em plano aberto também poderão ser muito interessantes desde que estejam bem enquadradas, mesmo em locais onde o verde é predominante, o importante é selecionar uma área de interesse e coloca-la em foco. Essa é a maior vantagem dos equipamentos compactos intermediários e avançados, neles é possível ajustar o foco no(s) elemento(s) escolhido(s).
• A luz é outro fator importante e que favorece excelentes capturas. O problema está nos dias nublados. A luz rara gera sombras marcantes e pouco contraste, a cor é neutralizada e há até a perda da sensação do volume.
• Observar com atenção para que nessa situação descrita acima não ocorram grandes áreas de sombra intensa.
• Um bom software, pago, grátis ou livre, auxiliará na pós-produção, mas como já dissemos, não fazem milagre.
• A sensação de perspectiva é gerada não apenas pelos elementos fotografados, mas principalmente pelas áreas de contraste, ou seja, de luz e sombra.
• Existem regras, mas na fotografia quebrar uma regra tradicional poderá gerar uma captura inédita e extremamente diferenciada.
• Fazer ajustes precisos levam a resultados extremamente satisfatórios, mesmo quando estes vão contra a todo tipo de recomendação e regra. Ser ousado é o caminho. Um exemplo, em certas situações, como estar sob uma árvore com grandes áreas de luz e sombra, usar o modo noturno poderá gerar uma bela imagem.
• Na mesma situação usar o flash com ou sem um difusor quebrará as sombras intensas. Também usar o modo paisagem para certos tipos de retratos diurnos ou noturnos, são muitas as opções.
• Para compor não tenha pressa, observe o meio, interno ou externo, com muita atenção, mas com olhar da câmera, selecionando a área de interesse. Tomar as decisões certas e com ajustes precisos fazer opção pelo plano, mais aberto ou fechado, pelo ângulo e posição, se usará ou não o zoom óptico etc.
• Não podemos deixar de destacar a opção pela captura em cores, escala de cinza, sépia, monocromia, envelhecida etc.
• A boa composição também leva em consideração o tema e se a captura será em cores, sépia, escala de cinza, monocromia, entre outras opções.
• A monocromia e a escala de cinza produzem imagens mais impactantes e também interessantes, Sebastião Salgado é um belo exemplo de fotógrafo de imagens em escala de cinza.
• Mesmo com equipamentos compactos, intermediário ou avançado, é possível compor e capturar imagens que saltem aos olhos daquele que a ver, ou melhor, a ler.

SOBRE OS DIREITOS AUTORAIS:

• Todos os direitos reservados! É proibido imprimir, copiar, distribuir (mesmo a título de gratuidade), encartar, reproduzir (por qualquer meio mecânico, eletrônico, digital, fotográficos, filme, e vídeo), sem a devida autorização fornecida por escrito pelo proprietário do Site FotoMBoé.com. Todas as imagens (desenhos, pinturas, ilustrações, fotografias, vídeos etc.), textos, slides show, galerias, apresentações (em Flash, exe, html etc.) foram produzidas por Vivaldo Armelin Júnior que é o detentor dos direitos autorais.
• É permitida a abertura exclusiva online, qualquer outra possibilidade é necessário autorização por excrito, como acima descrito. Contato por e-mail.

São Paulo - SP, Brasil
Voltar para o conteúdo