Profundidade de Campo01 - FotoMBoe

Outubro/2019
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Profundidade de Campo01

Exemplo Prático > Profundidade de Campo
Textos e Imagens de
Vivaldo Armelin Jr.
Profundidade de Campo 05
Por: Vivaldo Armelin Jr.
• Para este "exemplo Prático", no mês de julho de 2017, usamos dois equipamentos da Canon, um compacto e um reflex com lentes cambiáveis.
• As primeira fotos foram feitas com a Canon PowerShot A640, que tem ajustes beirando os equipamentos profissionais, já o segundo bloco, três últimas imagens, foram feitas com a Canon EOS T4i.
• O controle da abertura do diafragma é fundamental para a criação do efeito profundidade de campo, por isso, não queira achar que seu celular, tablet ou smartphone, vão produzi-lo. A T4i é uma câmera de entrada com sensor bem maior do que a da A640, portanto, a primeira tem melhor qualidade de imagem e permite o controle total da abertura do diafragma, ISO, velocidade de obturação e balanço de branco. Algumas destas funções estão presentes na compacta A640. Mas, chega de papo, vamos ao que interessa!
• No modo macro da A640 o desfoque do fundo é bem grande, ou seja, a profundidade de campo é bem pequena e é percebida rapidamente, o foco está apenas numa área do pêndulo, as demais áreas estão fora de foco.
• Faça a sua análise do que ocorre, uma câmera reflex permite maiores ajustes.
• As duas imagens acima tem o mesmo modelo, só que foram feitas em planos diferentes, a da esquerda em plano geral, já a da direita em plano médio, portanto, em plano mais fechado.
• É possível observar a diferença na profundidade de campo entre as duas capturas.
• Nesses dois exemplos acima o foco no primeiro plano é o destaque e o fundo, por estar desfocado, garante o destaque do modelo. Isso ocorre porque sendo desfocado não chama a atenção do observador, mas interfere na leitura da imagem. O percurso visual conduz para a flor em foco, na primeira imagem à esquerda. Na segunda imagem o foco foi feito nos arbustos e a média profundidade de campo proporcionou uma nova área de interesse que são as folhagens e flores em primeiro plano. O problema é que a maioria das câmeras compactas não permitem o controle da abertura do diafragma e da velocidade de obturação, ações automatizadas pelo sistema da câmera.
• As três imagens acima foram feitas com a Canon T4i, no modo manual, portanto com nenhum ajuste automatizado.
 • A primeira imagem, acima e à esquerda, é da janela com as gotas produzidas pela chuva, o plano do fundo está desfocado, portanto a profundidade de campo é pequena. Para essa captura trabalhou-se com a abertura do diafragma em f/2.8, por causa da iluminação interna e velocidade de obturação em 1/120 seg, ISO 250. É interessante perceber o destaque que ganham as gotas no batente da janela. Uma foto diferenciada e que produziu uma leitura interessante.
• A segunda imagem, acima e à direita, tem foco na escultura dos peixes na fonte e o fundo desfocado garante uma área de interesse, no entanto, com uma abertura mais fechada, acima de f/11, também haveria uma área de interesse, mas todo o campo estaria sendo exposto.
• Por fim, a terceira imagem, acima e ao centro, foi feito uma brincadeira com o retrovisor de uma motocicleta e para destacá-lo foi feita com grande abertura, garantindo um fundo desfocado, ou seja, com grande profundidade de campo.
• Bom trabalho e experiências!
Profundidade de Campo 04
• Nesta imagem à esquerda a profundidade de campo é grande, pois tudo está em foco, ou seja, nítido. O problema é que nem todo equipamento compacto permite este ajuste manualmente, isso ocorre por não ser possível controlar a abertura do diafragma.
• Alguns equipamentos, ajustam o diafragma automaticamente, portanto não é possível fazê-lo manualmente, condição que nem sempre o faz levando em conta a profundidade de Campo
• Quanto mais aberto o diafragma, menor será a profundidade de campo e o f stop também terá menor valor, por exemplo: f/1.4, abertura máxima do diafragma, para algumas lentes, ou ainda, f/22, abertura mínima do diafragma. Este valor varia de equipamento para equipamento, entre os modelos e fabricantes. Nos reflex com lentes cambiáveis vai depender do tipo e modelo, se simples ou mais sofisticada.
• Nesta imagem, à direita, a profundidade de campo é menor do que a primeira, acima, mas com o fundo ainda bem definido. O desfoque do fundo valoriza a imagem da ave. É preciso lembrar que a imagem com pessoas ou animais, de qualquer espécie, a nitidez deve estar nos olhos destes, pois eles são os responsáveis pela expressão, humana ou de outros animais, aves, peixes, répteis etc.
• Porém, em muitas situações, a nitidez do fundo contará uma história, principalmente quando se está em viagem, em uma festa de aniversário ou casamento, por exemplo. Nestas ocasiões, as imagens capturadas dos convidados, do aniversariante, noivo e noiva, é preciso avaliar quando aumentar ou diminuir a profundidade de campo. Um retrato, em close-up, por exemplo, deve-se diminuir, na maioria das vezes, a profundidade de campo, pois desta maneira valorizará o rosto dos festejados, diferentemente das imagens em planos mais abertos, pois estes poderão destacar os participantes ao lado do(s) festejado(s).
 
• Com o desfoque do fundo, ou seja, menor profundidade de campo valorizou-se a flor e a abelha que nela pousou. Nem sempre esse efeito é possível em câmeras compactas, mas no modo macro ele vai ocorrer, principalmente se o macro for inferior a 5 cm. O segredo é experimentar e testar o equipamento.
 
• O desfoque quase que total do fundo valorizou a pequena flor. Nessas situações é importante fazer a opção correta, escolher o melhor ajuste, como o modo macro se sua câmera for compacta. Com câmera em que o modo macro é superior a 20 cm o efeito é perdido.
 
• Em celulares essa opção pode não existir, pois vai depender do modelo. Os mais caros tem essa opção via software e não lente. Com a evolução tecnológica a qualidade final no modo macro e com profundidade de campo menor ou maior é uma realidade, mas, repetindo, o bolso vai sentir a facada.
 
• Câmeras mais sofisticadas, como as superzoom e as mirrorless, também poderão proporcionar o ajuste da abertura ou fechamento do diafragma de maneira manual, porém seu preço poderá ser superior a uma câmera reflex com lente cambiável. A vantagem sobre esta segunda é que não haverá gasto com lentes, também o seu tamanho e peso facilitam o transporte. O fator desfavorável é que as lentes cambiáveis produzem melhores imagens.

Estudo

Trabalho com camada (todos os planos em foco). Captura comum às câmeras compactas simples.

Trabalho com camada (segundo plano em foco). Captura com câmeras compactas avançadas, reflex e profissionais.

Captura com câmeras compactas avançadas, reflex e profissionais.

— COMENTÁRIO:

• Com a utilização de camadas produzimos três situações diferentes de captura de imagem.
• A primeira imagem (acima) tem o primeiro plano e o segundo bem nítidos. Não há priorização de planos, primeiro plano ou fundo, ou seja, não há uma área de interesse em destaque.
• A segunda imagem há o desfoque do primeiro plano e mantém-se o segundo em focom ou seja, há a priorização do segundo plano. A imagem em primeiro plano serve de moldura.
• Por fim, a terceira imagem tem o primeiro plano em foco e o segundo fora de foco. Neste caso valorizou-se o primeiro plano destacando a imagem. O fundo fora de foco ainda permite localizar ou identificar o espaço, porém conduz o olhar do espectador para imagem da santa, valorizando-a.
• Cada uma das imagens produz uma leitura diferenciada e interessante. Mas antes falemos um pouco sobre a montagem. A igreja em segundo plano fica na cidade de Piracaia – SP, é construída em taipa de pilão, Já a imagem da santa é uma pequena imagem comprada em Aparecida - SP. Por essa razão ocorre a diferença de luz.
• Todo o trabalho de edição, ajustes, criação da área transparente, efeitos (desfoque) tratamento e composição foi feito no Paint.Net. Um soft grátis (free) muito bom e com bons recursos.
• Nosso objetivo é demonstrar que há a possibilidade de se produzir novas imagens, com qualidade a partir do uso de camadas e a profundidade de campo (maior ou menor). É possível inserir outras imagens (com transparência).
• Qualquer um dos dois possibilita a impressão ou cópia em papel de qualidade profissional.

FOTO ORIGINAL

FOTO
Trabalho com camada (layers).

• Esta foto é a mesma do mês de abril, só que agora trabalhamos como camada além do desfoque do fundo, ou seja, com uma menor profundidade de campo.
• O trabalho de pós-produção valorizou a imagem com o uso do fundo sépia. Ocorreu a valorização da área iluminada e atenuou as áreas de sombra ou tons mais escuros.
• Não é crime a edição ou tratamento de imagens fotográficas, muito ao contrário, tratar, editar, ajustar imagens proporcionam novas possibilidades de leitura e valorização da composição.
• Não é preciso ter um equipamento profissional para a criação de imagens interessantes e diferentes. A Canon Powershot 810 possui recursos de equipamentos reflex e até profissionais, um equipamento avançado.
• No computador, mais precisamente com os softwares de edição de imagens é possível criar composições, realizar montagens, cromaqui, até fazer pintura, modificar cor, textura, forma etc.
• Não é necessário gastar fortunas com a compra de software proprietário e profissional, este trabalho foi realizado no Paint.Net, um software grátis (free). Uma opção bem semelhante aos softs pagos é o Gimp que é tão bom quanto ao pago mais caro. Sua vantagem é a de possuir versões para Windows, Linux e Mac. Um trabalho iniciado em qualquer um destes Sistemas Operacionais (S.O.) poderá ser continuado em outro.
• Qualquer um dos dois possibilita a impressão ou cópia em papel de qualidade profissional.



FOTO ORIGINAL

FOTO
Com maior abertura do diafragma (Profundidade de Campo)

• Esta foto 10 MP de resolução e foi capturada com a Canon PowerShot A640, portanto uma imagem de boa resolução e consequente qualidade cromática por ter um sensor maior. Demonstramos nesse exemplo a diferença de abertura do diafragma e a relação entre a profundidade de campo.
• Na imagem original foi feita com o diafragma mais fechado (f 5,6). Nessa condição o fundo ficou um pouco desfocado, mas ainda é possível perceber os detalhes que compõem o fundo.
• A segunda imagem foi realizada com o diafragma mais aberto (f 2,8), condição que desfocou o fundo.
• Há na segunda imagem uma valorização maior do primeiro plano. Portanto a profundidade de campo valorizou mais a flor em primeiro plano com o fundo mais desfocado.
• Nem todo equipamento mais simples é possível ajustar o diafragma, na maioria dos casos, quando existir, é automático, porém, por via de software é possível realizar esse efeito, por exemplo, trabalhando com camada.
• Trata-se de um ajuste interessante para uma publicação, slide show em CD, DVD ou Bluray, porta retrato digital, impressão com ampliação, internet, vídeo etc.
• Não modificamos a colocação da imagem original, que preserva as mesmas características provenientes da captura.


SOBRE OS DIREITOS AUTORAIS:

• Todos os direitos reservados! É proibido imprimir, copiar, distribuir (mesmo a título de gratuidade), encartar, reproduzir (por qualquer meio mecânico, eletrônico, digital, fotográficos, filme, e vídeo), sem a devida autorização fornecida por escrito pelo proprietário do Site FotoMBoé.com. Todas as imagens (desenhos, pinturas, ilustrações, fotografias, vídeos etc.), textos, slides show, galerias, apresentações (em Flash, exe, html etc.) foram produzidas por Vivaldo Armelin Júnior que é o detentor dos direitos autorais.
• É permitida a abertura exclusiva online, qualquer outra possibilidade é necessário autorização por excrito, como acima descrito. Contato por e-mail.

São Paulo - SP, Brasil
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